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Louis Vuitton

Novembro 13, 2008

Diz que em 1854, bem na época de revolução industrial e progresso e viagens de navio, tinha esse rapaz que trabalhava como embalador. Um dia ele teve vontade de embalar as coisas de quem viajava de um jeito mais inteligente, e inventou uma tela impermeável e forrou baús com ela, com acabamentos de metal e tudo. Os clientes gostaram da idéia, começaram a encomendar loucamente e o negócio surgiu. O nome desse embalador era Louis Vuitton e foi assim que tudo começou. Essa tela, primeira a ser criada no mundo, não era essa estampada com monograma que conhecemos hoje.

Trinta anos depois, em 1888, Louis Vuitton decidiu que ia dificultar a vida de quem copiava os baús dele, pois já tinha cópia nesta época. Pensou num padrão único, que diferenciasse seus produtos. Daí foi criada a tela Damier, essa de quadrinhos escuros e mais claros, tipo um xadrez. As primeiras cores foram o preto e o marrom, que depois evoluíram pra preto e chumbo e preto e creme.

A tela com monogramas só foi feita em 1896, quase quarenta anos depois do começo, e os desenhinhos que acompanham as letras LV até hoje são um mistério: nem a empresa sabe em que foram inspirados, mas todo mundo acha que foi influência japonesa, das florzinhas de cerejeira e mais. Louis Vuitton já era bem moderno para o seu tempo.

Nesse meio tempo, LV pensou num jeito de fabricar essa tela mais maleável, com movimento. Até então somente baús rígidos eram produzidos, e o sucesso era tanto que valia a pena expandir o catálogo de produtos, pra fazer bolsas, pastas e mais. No começo, cada bolsa tinha uma função específica, tipo a bolsa-saco servia pra carregar garrafas de champagne para pequeniques. Hoje a LV tem um catálogo super extenso de produtos, com roupa, acessório, jóia, calçados, lenços, relógios, óculos, coleiras, guarda-chuva, porta-post-it e ainda é possível encomendar qualquer coisa feita por eles. Os chamados “special orders” e quem cuidam desses pedidos especiais, um cara da quinta geração da família, na casa que foi do próprio Louis Vuitton e que hoje hospeda um museu, junto com o atelier em que as peças são feitas.

A marca Louis Vuitton é considerada uma empresa familiar, mesmo sendo uma marca mais que centenária, para se manter moderna, em 1996, a LV chamou o estilista Marc Jacobs pra perto: além de renovar a cara da marca, ele ainda criou linhas de roupas e de sapatos, logo depois criaram jóias e acessórios também. A primeira novidade que MJ trouxe foi a tela de monograma feita em verniz colorido em 1998, que era pra ser uma tiragem especial e virou linha permanente. Depois dessa vieram todas as parcerias com gente nova, ligada à arte e ao mundo pop. Chamaram Stephen Sprouse; Julie Verhoeven; Takashi Murakami e a arte do Richard Prince.

 

OBS: Desde o século 19, fabricação de produtos Louis Vuitton não mudou: Malas ainda são feitas à mão, “os artesãos linham até o couro e de lona, batendo nas unhas uma por uma minúscula e garantia de cinco carta à prova de latão sólido pick fechaduras com uma mão-chave individuais, concebido para permitir que o viajante a ter apenas uma chave para todos de sua bagagem. Tecidas as molduras de cada produto são feitas de 30 anos de idade, álamo que tenha sido autorizado a secar durante pelo menos quatro anos. Cada produto tem um número de série e pode levar até 60 horas para fazer, e como muitos como uma mala de 15 horas.”